Falando em "inauguração", gostaria de lançar este desabafo acerca do qual muito tenho pensado, com a esperança de um dia poder ser levado a sério. Com efeito, ao longo dos anos tenho alterado a minha visão sobre o que é ou deveria ser a Ed. Física Escolar. Baseada na minha experiência de vida (ex-atleta de alta competição) e na minha paixão pela actividade física, quer pelo prazer de a realizar quer pelo "bem" que faz, julgo que deveríamos promover uma educação física escolar mais recreativa do que desportiva, promovendo a autonomia e o bem-estar dos alunos ao invés de criarmos situações de exclusão dos menos hábeis ou menos aptos fisicamente. Poder-se-ia privilegiar o jogo pelo jogo e a actividade física pela actividade - pelo prazer, pela interacção e sócio-afectividade, pelo movimento, pela autonomia - e deixar o desporto para os clubes, onde cada um se encaminha para o que mais gosta ou para o que tem mais jeito, sendo este orientado por quem sabe (realmente) e por quem ama verdadeiramente o desporto.
Ágata Aranha, Maio de 2006
O olhar da professora Ágata Aranha, em comentário ao texto de inauguração deste Blog, converge e diverge, ao mesmo tempo, do meu olhar sobre a educação física e o desporto. Converge no que tem de apelo à inclusão, a uma educação física não elitista, promotora da autonomia e bem-estar. Diverge porque não defino o desporto de uma forma tão restrita e selectiva, bem pelo contrário, vejo o desporto como algo que pode ser acessível a todas as pessoas. Há desporto mais orientado para o rendimento competitivo, regido por uma lógica mais selectiva, e desporto mais orientado para a participação, regido por uma lógica mais inclusiva.
Mas independentemente das convergências e divergências, importa evidenciar as preocupações com o que é mais importante salvaguardar, garantir, ou investir os nossos esforços. Creio que de uma forma mais ou menos articulada todos temos ideias sobre isto.
As pistas de discussão abertas são mais do que muitas, por isso sugiro que se possa começar pelo seguinte desafio: O que se poderá entender por uma educação física mais recreativa? Opor-se-á ela a uma educação física orientada para o desenvolvimento de competências?
Mas independentemente das convergências e divergências, importa evidenciar as preocupações com o que é mais importante salvaguardar, garantir, ou investir os nossos esforços. Creio que de uma forma mais ou menos articulada todos temos ideias sobre isto.
As pistas de discussão abertas são mais do que muitas, por isso sugiro que se possa começar pelo seguinte desafio: O que se poderá entender por uma educação física mais recreativa? Opor-se-á ela a uma educação física orientada para o desenvolvimento de competências?
18 comentários:
Há dias, quando li o comentário citado da professora Ágata, senti-me também provocado como o Amândio, num misto de acordo e desacordo.
Penso que se avança, nesse comentário, para uma dicotomia que é preciso ultrapassar. Será que, mesmo nos extremos, quem faz sacrifífios pelo desporto (na alta competição) não se diverte? Será que quem efectua um percurso na educação física escolar se pode contentar com uma prática meramente lúdica das actividades físicas e desportivas, sem evolução dos níveis de prática? Penso que a EF deve promover competências, cuidando sempre de manter um fundo lúdico. É evidente que este fundo deve ser mais manifesto nos começos, mas está sempre presente. A sua falta, mas não só, estará na origem de muitos abandonos na prática federada e de "insucessos" e exclusões na EF escolar. É aqui que sou sensivel às preocupações da Ágata. Mas essas preopupações devem estender-se à prática do desporto na esfera federada.
O ano passado, os meus companheiros no blog Desporto Infantil referiam o conceito de Desporto Plural. Eis talvez um caminho a percorrer...
Não me parece que haja grande problema de compatibilidade entre uma EF que privilegia o aspecto lúdico e o desenvolvimento psicossocial com uma outra que se centra no desenvolvimento de competências básicas do desporto. Só concebo a disciplina com essa interacção (aliás o significado desporto não pode nem deve estar dissociado destas competências humanas, nem a vertente do desporto espectáculo).
Obviamente que um dos factores de sucesso, no que diz respeito a tornar a actividade física apelativa no sentido de a transformar um hábito diário para o resto da vida (um dos objectivos gerais, consignados no currículo nacional), dizia eu, um dos factores de sucesso neste importante objectivo passa por dar competências específicas das modalidades que os jovens mais gostam. Todos nós sabemos que um jovem quando se sente “bom” numa determinada modalidade encontra mais razões para praticá-la. Por exemplo, no caso do voleibol se tivermos duas equipas que não conseguem manter a bola no ar os três toques, dificilmente conseguiremos que esses jovens criem o gosto pela modalidade e, se insistirmos sem uma estratégia que vise a evolução dos mesmos, “chapéu”, não vamos lá, estaremos a criar uma aversão pela prática desportiva.
Outra questão que também deve ser analisada é o incremento dos índices de aptidão física sem o recurso de formas lúdicas, tornando-as enfadonhas e nada apelativas. Esta questão está associada a uma outra discutida atrás, a da avaliação, que pode penalizar duplamente um determinado tipo de aluno. Estou numa escola, que, apesar do meu voto contra, foi aprovado dar uma percentagem da avaliação psicomotora aos jovens que se encontrem na zona saudável dos testes do fitnessgram, o que prejudica claramente aquele tipo de aluno que não está lá, por questões morfológicas. Assim não dá.
Este fundamentalismo, no sentido de dar esse tipo de competências aos jovens (claro que também existe o fundamentalismo contrário), está na minha opinião dando cabo de uma disciplina que pode e deve fazer mais pela juventude, mais do que simplesmente ensinar desporto. Ensinar de desporto pelo desporto, com “peso, conta e medida” é o que se exige à nossa disciplina. È fundamental que este equilíbrio seja procurado a cada aula, a cada planeamento, a cada momento.
Reforço três ideias que subjazem aos comentários anteriores. Em primeiro lugar, há que sublinhar a necessidade de condimentar as práticas de actividade física e desportiva na escola com situações lúdicas, mais temperadas nas primeiras fases de desenvolvimento. Em segundo lugar, o desporto é plural de formas, meios, condições e sentidos de prática. Despir o desporto da dimensão recreativa é empobrecer o seu alcance pedagógico. Em terceiro lugar, uma visão unilateral da importância do lúdico na escola pode, subliminarmente, reduzir o valor do esforço e do investimento pessoal, que é um imperativo ético fundamental no desenvolvimento da criança e do jovem.
O Miguel Pinto escreveu: uma visão unilateral da importância do lúdico na escola pode, subliminarmente, reduzir o valor do esforço e do investimento pessoal, que é um imperativo ético fundamental no desenvolvimento da criança e do jovem.
Devo confessar que não tenho esse medo, porque:
1) a ideia é valorizar, também e simultaneamente com o desenvolvimento das competências específicas do desporto o lúdico, ou seja, sendo o esforço uma competência inerente (mas não exclusiva do) ao desporto, mesmo que se dê ênfase á cariz lúdica do desporto, o esforço estará lá de outra forma estamos confundindo lúdico com bandalheira;
2) reduzir o valor do esforço nas aulas de EF parte do professor, basta (como disse em cima) este não confundir a cariz lúdica do desporto com bandalheira;
3) mesmo que em alguns casos isso aconteça, estou convencido que o balanço entre o ganho e as perdas será favorável à nossa causa.
Finalmente gostava de vos relembrar os estudos que apontam para os benefícios de climas afectivos positivos, bem como dos outros que apontam o humor como um instrumento poderoso que os jovens resilientes possuem. Não podemos, nem devemos deixar de parte todo esse trabalho, todo esse conhecimento e todas esses instrumentos que podem dotar os nossos jovens de uma maior e melhor capacidade de resistir. EF também é isso. Por tudo isto, não vejo como estas duas áreas sejam incompatíveis, apesar de ver o teu receio Miguel, não tenho medo dele devido à crença de que os ganhos serão maiores.
Embora não tenha lido isso (bem pelo contrário) no comentário da professora Ágata, penso que uma visão mais recreativa da EF tem os seus perigos. Refiro-me a que uma vertente "demasiado" recreativa, tipo "o jogo pelo jogo" da EF, por vezes comporta mesmo a manutenção de certas exclusões e discriminações dos menos hábeis.
Veja-se o caso dos jogos desportivos colectivos numa perspectiva de prática recreativa, sem preocupações em intervir no jogo e sem dotar de competências os menos hábeis. Os mais dotados fisica ou tecnicamente dominam o jogo deixando os outros para um papel menor. Isto é uma das formas de exclusão a que devemos estar atentos na EF.
Penso que um aspecto importante que subjaz ao comentário da Ágata tem a ver com a educação para o lazer e para a saúde, em que a EF deve dotar o aluno de hábitos, gostos e capacidades para gerir a sua actividade física como adulto. Essa vertente educativa traz para a EF desafios novos, que mexem com os seus objectivos, meios, conteúdos, métodos e formas de avaliação. Essa é, no fundo, a preocupação fundamental que retiro do comentário da Ágata, e que merece ser levada muito a sério.
Os comentários dos "Miguéis" têm avançado nesse sentido.
Há alguns dias recebi a sugestão do professor Amandio para observar o que se passa neste espaço de discussão. Confesso que as tematicas tratadas neste sitio são inquietantes e os comentários dos colegas são verdadeiramente ainda mais instigantes. Ao iniciar minha participação vou lançar meu comentário sob a ideia de Desporto Plural do colega Henrique. Contudo, ao lançar o olhar sobre os outros valiosos comentários penso também que embora pareçam divergentes numa primeira análise, não são excludentes em alguns momentos de uma mesma categoria de pensamento, sobre o ponto de vista do apelo que fazem para considerar e atender as diversas exigencias da natureza humana. O desporto está diretamente ligado a indefinida natureza humana. Penso que é evidente que o desporto assume características particulares em função do tempo e espaço em que é realizado, contudo, quem dá o seu significado primeiro é sempre quem o pratica. Ao neglicenciar, na escola, qualquer elemento do desporto (competitivo, saúde) poderemos estar a negar ao jovem o sentifo particular de pratica a que o desporto se destina. Isto não é um problema, caso o professor tenha conhecimento sobre isso e se a pratica do desporto pelo aluno ou jovem se realize positivamente, seja através do desporto ou de outra atividade qualquer, em qualquer lugar. Surge portanto a questão central deste sitio "...do que deveria ser a Educação Física". Deveria, na minha opinião, ser um observatório, um lugar aberto a novos conhecimentos. E o professor de Educação Fisica deveria acima de tudo, ser um esclarecedor e orientador da forma como o desporto pode vir a contribuir na vida dos alunos, seja ele um basquetebolista, futebolista, um espectador, um admirador, um praticante, um crítico, um pensador, um professor de Educação Física...
A respeito ainda desta entrada vou tentar fazer uma tradução de um excerto de um livro que ando a ler: "Libres Propos sur L'EF" de Didier Delignières e Christine Garsault. Excerto que me parece vir bastante a propósito:
"Incitação à prática: uma didáctica do prazer?
O problema fundamental da educação para a saúde parece, portanto, ser o de favorecer uma adesão à prática, isto é, uma persistência sobre o longo prazo, no empenhamento em tempos livres dedicados a actividades físicas e desportivas. Vimos que a adesão à prática não repousa sobre a aquisição de regras e princípios racionais, mas sobre a construção duma relação de prazer com as actividades físicas e desportivas... Sob uma primeira aparência de trivialidade, este princípio interroga severamente a eucação física actual. Com a tónica demasiada na pesquisa e identificação dos saberes e competências que fundam o seu ensino, a disciplina não está a evacuar a essência das suas actividades de referência, isto é, o prazer da prática física?
Excelente entrada Henrique.
De facto nós existimos num meio de um emaranhado de atractores que parecem cada um a seu tempo sobredeterminar o sentido da actividade; que parecem umas vezes degladiar-se pela soberania da nossa área; que parecem outras vezes coexistir numa estrutura amorfa e acrítica, do tudo no mesmo saco, do tudo é muito importante e do assim provavelmente não saímos da cepa torta.
O que pode ser uma didáctica do prazer?
Que sentido de prazer queremos nós proporcionar aos alunos?
Não andará muito gente enganada no tipo de prazer que é preciso cultivar?
Não andará muita gente precisamente a matar o prazer pelo desporto e pelo exercício físico, quer em nome de um prazer e de um criar o gosto pela prática, quer em nome da elevação da dignidade da educação física, através da negação da dimensão lúdica?
Prazer, esforço e aprender, como é que a pedagogia, a educação física, muito em particular, podem lidar com isto, nos dias de hoje, na sociedade de hoje, com os alunos que hoje frequentam as nossas escolas?
Colegas, isto aqui está a ficar bom demais! Trazer a questão didactica à discussão parece-me central. Tentar responder às questões colocadas é instigador a novos questionamentos. Por isso vou tratar apenas de uma questão que no momento despertou algum parecer pessoal. Penso que o sentido de prazer que os professores querem proporcionar aos alunos é o seu próprior sentido. É a lente que dispõe e quem sabe a que tem mais segurança na utilização. Há aqui uma leitura distorcida do professor a respeito do que deseja o aluno, é um vício já de origem e o fim já todos sabemos. Contudo, fazer o professor abandonar seu sentido particular de prática não dá resposta aos problemas, ao contrário retira do bom profissional uma de suas características mais marcantes e que tem influenciado muitos novos desportistas e adeptos à Educação Física, o sentimento pelo que faz!
Talvez esteja aí a razão de levar em conta o tempo e o espaço em nossa acção didactica. O contexto circunscrito à escola, a região é o elemento que evita divagações ou sobreposições de sentidos em nossas ações. Sem este elemento ficam os professores a mercê de significados particulares, que em alguns momentos pendem para um lado e depois para o outro. Apoiar-se nas exigências contextuais seria um forma objetiva, concreta, sem que signifique verdade absoluta, de encotrar o sentido tão desejado à pratica dos alunos. Trazer os significados para serem interpretados ao campo do "concreto" pode ser um caminho. Embora possa ser também uma armadilha, e um convite à monotonia e á burocracia metodológica.Assim, fazer a integração dos significados pessoais conflitantes em um contexto definido tende a ser mais prudente muitas vezes. E não deixa de ser desafiador como a primeira vista parece. Como fazer isto? Só saberemos quando a hora da aula chegar.
É muito interessante a questão trazida pelo colega Valmor. De facto, o prazer da prática física deve ter como referencial a singularidade do sujeito e as características do meio onde esse sujeito se move. A educação física escolar deve dirigir-se a um sujeito situado e imerso num caldo de cultura. E o papel da escola em geral e da educação física em particular é participar no desabrochamento desse sujeito convidando-o a sair da caverna. Quero com isto dizer, que a oferta da prática de actividade física e desportiva além de abrir novas perspectivas e práticas alternativas deve atender às possibilidades da oferta local.
Uma prática é mais significativa para o aluno se ela for exequível fora do contexto escolar. Será possível discutir estas questões sem evocar o associativismo?
PS: Os meus alunos estão numa fase conclusiva de um trabalho que designámos de Atlas Desportivo Concelhio. Uma das dramáticas conclusões deste trabalho é que não existe fora dos muros da escola desporto feminino [excepto para cerca de 30 “privilegiadas” raparigas/ senhoras] e a oferta desportiva no que se refere ao tipo de modalidades desportivas ela é unilateral…
A perspectiva, ou a falta dela, de continuidade da prática desportiva dos alunos fora dos muros da escola é um factor a ter em conta pelo professor de educação física quando questiona os significados de prática.
Sobre “O que se poderá entender por uma educação física mais recreativa?”
Se à palavra recreativa estiver associada a construção duma relação de prazer com as actividades físicas e desportivas, por que não! Não me parece que o recurso a situações em que a dimensão recreativa e lúdica está presente se oponha a uma educação física orientada para o desenvolvimento de competências.
No entanto, e se se entender uma educação física escolar mais recreativa como um mero passatempo ou espaço de recreio onde se oferecem simplesmente oportunidades para a prática mas onde não existe uma clara intencionalidade na intervenção do professor no sentido de possibilitar aos alunos o acesso ao conhecimento, a minha opinião é de que estamos a apostar no caminho errado. Considero que não deve ser esse o papel da educação física na escola. Para mim, a escola deve ajudar o aluno a aprender e a aprender a aprender, para que este possa usar o conhecimento aprendido para melhorar/ desenvolver as suas habilidades e competências (físicas, cognitivas, sociais …).
Retomando a possível (desejada) relação de prazer com a prática de actividades físicas e desportivas, penso que esta só acontece quando a prática conduz ao bem-estar e promove/desenvolve sentimentos positivos de competência pessoal, de autoconfiança e de auto-estima. Aí, o esforço, a persistência, a melhoria de capacidades/competências, o tipo de actividades e tarefas que o professor propõe, a relação professor-aluno que se estabelece, …, são factores fundamentais.
Relativamente à opinião expressa pela Professora Ágata quando refere “que devemos deixar o desporto para os clubes”, eu não partilho da mesma opinião.
Além do desporto ter um enorme interesse para os jovens/alunos, ao negá-lo, como conteúdo da educação física, privamos os nossos alunos de uma das manifestações mais representativas da cultura do corpo, do contacto com um património cultural da humanidade muito rico.
A meu ver, a questão que se deve colocar é como deve ser ele orientado?
Como o Amândio referiu, há desporto mais orientado para o rendimento competitivo, regido por uma lógica mais selectiva, e desporto mais orientado para a participação, regido por uma lógica mais inclusiva.
Associo-me aqueles que defendem que na escola o desporto deve ser orientado para a participação, regido por uma lógica inclusiva, que visa a aprendizagem, que se preocupa com o processo e não com o resultado, onde a competição oferece ao jovem a possibilidade de avaliar as suas capacidades, de mostrar aquilo de que é capaz, de obter sucesso e de saber lidar com os seus insucessos, de se superar, de desenvolver/melhorar as suas habilidades e competências.
A discussão deste tópico, tendo por pano de fundo “o que é ou deve ser a educação física”, focou-se fundamentalmente no lugar do prazer, do divertimento, do lúdico na aula de educação física, interrogou a compatibilidades de uma acentuação destes elementos com a aquisição e desenvolvimento de competências, confrontou-se com a hipótese de o desporto ser especialmente vantajoso para alunos mais dotados e discriminador dos menos hábeis.
Todos os intervenientes na discussão reconhecerem a valorizaram a dimensão lúdica e o prazer quer como factor de motivação, de disponibilidade e de implicação dos alunos nas actividades da aula, quer como factor de vinculação duradoura dos alunos à prática desportiva, à adopção de um estilo de vida activa e de consolidação do gosto pela prática. Nota-se no entanto uma renitência de alguns em transformar a aula num momento de recreação, entretenimento, ou numa visão unilateral do lúdico, despida de esforço e vontade de fazer melhor, em contraposição com uma posição que coloca o esforço e superação como inerentes à própria dimensão lúdica do desporto.
Abriu-se ao de leve uma linha de questionamento sobre a diferenciação de significado da actividade para o professor e para os alunos, apontando-se o interesse proporcionar uma prática que permita ao aluno extrair o seu próprio significado, ao mesmo tempo que lhe entreabra possibilidades de ligação com o contexto cultural circundante e as respectivas comunidades de prática de actividade física e desportiva.
Como ponto que ficou relativamente na penumbra e que merecerá ser retomado em futuros desafios apontaria os factores de exclusão e de alienação da aula de educação física.
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