fevereiro 16, 2011
Desporto Escolar – Muito perto da estocada final
fevereiro 13, 2011
O milagre da multiplicação…
fonte do gabinete de Isabel Alçada sublinhou que a proposta "ainda não está fechada"; que o desporto escolar "será alvo de despacho específico"
(JN)
Adenda:
Desporto Escolar–o renascimento
As horas de que a escola necessite para a dinamização de actividades com grupo/equipa a nível do desporto escolar, dado tratar-se de uma actividade de enriquecimento e complemento curricular, sairão desta componente.
dezembro 06, 2008
Matemática e Basquetebol
Conheça nesta entrevista, aqui, o que pensa quem diz isto.
novembro 10, 2008
Obras nas escolas: os "cobertos"!
Se em algumas escolas a intervenção não vai além duma "lavadela" do rosto, noutras deita-se abaixo aqui, constrói-se acolá e novos conceitos de espaço vão tomando forma, mais ou menos adaptados às modernas exigências da actual escola multi-tudo (cultural, curricular, etc).
Também no caso da Educação Física, o ideal seria que se melhorassem as condições existentes, dentro de cada realidade: haverá escolas que não sentem necessidade de melhorar as suas instalações, mas a maior parte necessita intervenção. Seria fundamental, nomeadamente:
- a salvaguarda de espaços de aula para as aulas previstas, independentemente de condições climatéricas, ou seja, haver espaços cobertos para todas as aulas;
- garantir a existência de espaços polivalentes, no que diz respeito à abordagem das actividades previstas nos programas.
No entanto parece que, em várias escolas, estão a substituir ginásios por cobertos exteriores, os quais criarão mais problemas do que os próprios espaços exteriores existentes, quer ao nível da possibilidade de utilização dos pisos em termos de humidade, quer ainda na impossibilidade de utilização dos mesmos em situação de exercício no solo. As modalidades de interior ficam por abordar? Voltamos às escolas sem pavilhão? Avançamos para o conceito do Portugal Tropical, numa perspectiva muito mais informada sobre as hipotéticas mudanças climatéricas do futuro?
Além disso, a preservação das estruturas será um factor a considerar, tendo em conta o controlo visual destes espaços, bem como a sua localização, que se tornam mais expostos a actos de vandalismo, em especial aos fins de semana.
Neste momento, em que somos assolados por inúmeros assuntos bem preocupantes para a nossa classe de docentes, gostaria de ter a certeza que não andamos distraídos e que temos energia para lutar pelas condições de trabalho que merecem os nossos alunos e as futuras gerações.
outubro 06, 2008
"Enriquecimentos curriculares"
LER A MENSAGEM TRANSCRITA.Associação Portuguesa de Professores de Educação Física - APPEFIS
Av.D. Afonso Henriques, Escola secundária José Falcão 3000 COIMBRAwww.appefis.org
Colegas, Estamos prestes a começar de novo a fase de acompanhamento das actividades de enriquecimento curricular. Vamos ter a primeira reunão da Comissão de Acompanhamento do Programa (CAP) no dia 17 de Outubro. Em primeiro lugar, gostava de vos dizer que foi aprovado na última reunião desta Comissão no final do ano lectivo transacto (31/07/2008) uma declaração de agradecimento pelo trabalho voluntário desenvolvido pelos peritos das várias associações profissionais, ficando aquém daquilo que foi a nossa proposta (a DGIDC passar um certificado em como os peritos exerceram essas funções). Em segundo lugar colegas, quero-vos alertar para um facto que recentemente tive conhecimento e, a continuar a acontecer, irá com toda a certeza acabar por matar a nossa profissão e os principios de actividade física que sustentamos para o 1º ciclo. Soube por alguns colegas recém-licenciados que há entidades promotoras e parceiras das AEC, em conjunto com alguns agrupamentos e escolas não agrupadas, a colocar alunos do curso tecnológico de desporto a dar a AFD!!!! Parece que este gente pensa (e há por aqui com certeza alguns colegas nossos coniventes com esta prática) que o curso tecnológico de desporto prepara os alunos para dar aulas!!! Para além da qualidade da leccionação desta actividade, que se pretende de enriquecimento curricular, ficar irremediavelmente comprometida, quer pelo modelo de organização implementado, que já compromete principios educativos básicos, quer pela falta de certificação dos profissionais que garantem a leccionação das actividades, imaginem o negócio que isto não deve estar a ser para alguns à conta dos contribuintes, dado que isto está a acontecer ao abrigo do último ano do curso tecnológico, ou seja, no ano de estágio. O ano passado identificámos 1 situação destas em Cascais. Colegas, temos de denunciar esta prática vergonhosa que em nada dignifica a educação em geral e a educação física e os seus profissionais em particular. Assim, e para que possa defender com ainda maior conhecimento e capacidade de argumentação os nossos interesses profissionais já na próxima reunião da CAP de dia 17/10/2008 (que são os da educação em geral, e da educação física em particular), e na defesa de um dos nossos maiores principios desde que entrámos para a CAP (todos os professores que leccionam a AFD têm de ser licenciados), peço-vos que me façam chegar por email todos os casos que conheçam em que o artigo 12.º do Despacho n.º 14460/2008 esteja em incumprimento (Artigo 12.º Perfil dos professores da actividade física e desportiva: Os professores de actividade física e desportiva no âmbito do presente programa devem possuir uma das seguintes habilitações: a) Profissionais ou próprias para a docência da disciplina de Educação Física no ensino básico; b) Licenciados em Desporto ou áreas afins.) Colegas, já fui avisado no âmbito da CAP que as Direcções Regionais de Educação só irão actuar, não com base em suspeições que não identificam onde é que estão a acontecer as ilegalidades, mas com base em denúncias feitas com o nome dos locais, isto é, ou o nome do Agrupamento de Escolas, ou da Entidade Promotora/Parceira, daí que vos peça para me denunciarem todos os casos que conheçam relativos à falta de formação, que é suficientemente grave para nos deixar apreensivos. Com um forte abraço e saudações associativas, João Pedro Lourenço, CNAPEF."
setembro 21, 2008
Nem carne nem peixe
O que acham?
Andebol: alguns recursos variados.
Também na federação europeia de Andebol pode encontrar recursos muito úteis para a iniciação e treino deste desporto. Aqui no sector das publicações.
Outros lins que acho muito interessantes:
Revista da Federação Espanhola.
Um clube francês no seu cantinho dos treinadores. Depois de linkar para o site clique em C. d. E do lado esquerdo.
Um interessante blog brasileiro Apedagogiadoandebol.
E para quem quer formar árbitros de Andebol desde o nível mais elementar... aqui.
E claro, navegando pela net encontra-se muito mais...
Espero que vos faça bom proveito. Em próximos post irei expor alguns dos sites que costumo frequentar quando ando à procura de ideias sobre desportos ou EF.
setembro 01, 2008
Divulgação pedagógica
agosto 22, 2008
Mais ou menos Estado na prática do desporto
Pense agora no que você poderá fazer pela prática desportiva, sua ou dos seus concidadãos. Observe as condições de prática que tem ao seu dispor, se existe oferta variada, pense nas oportunidades (ou falta delas), enfim, pense nos meios que são colocados ao seu dispor pela comunidade onde está inserido para satisfazer uma putativa vontade de praticar desporto.
Este simples exercício pode ser o mote para se recentrar a discussão sobre o tema desporto a partir de uma importante dimensão – a prática desportiva. Apesar de vivermos num tempo em que o desporto espectáculo parece relegar para um plano secundário as restantes dimensões que o conceito encerra, há que procurar perceber como o Estado assume ou não a responsabilidade de promover a prática desportiva. E como já estamos num plano ideológico, há que procurar saber se o Estado deve ou não assumir essa responsabilidade ou se deve ser o mercado a determinar quem pode ou não fazer desporto.
Aguardo para ver como este tema será tratado no debate nacional sobre o estado da nação desportiva suscitado pelo presidente da Confederação do Desporto de Portugal.
Cumpridores de promessas alheias
Precipitadamente, o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, que anunciou o seu afastamento precoce da presidência do comité olímpico, ainda não deu sinais de ter percebido que cometeu um erro crasso “protocolarizando” resultados que não dependem directamente de si e para os quais ele não pode concorrer fora da arena de jogo. Por muita confiança que deposite nas capacidades dos atletas de elite, mesmo que justificada por resultados anteriores, ele nada poderá fazer para obstaculizar os resultados da concorrência directa e agir sobre os factores de rendimento de cada atleta em competição.
Ora, “protocolizar” medalhas a troco do incremento dos subsídios do governo, só para ganhar uns trocos, para o apoio aos atletas em cada ciclo olímpico é um erro de palmatória que apenas serve os interesses do próprio governo: por um lado, se correr bem, pode exibir os resultados e retirar daí os dividendos políticos; por outro lado, se correr mal, remete a culpa para a programação do COP. Aliás, nos dois intervalos deste filme olímpico (quando correu mal – eliminação do três atletas “medalhavéis”; quando correu melhor - medalhas da Vanessa e do Nélson) observámos os dois registos nas declarações prestadas à comunicação social pelo Secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
Não deixa de ser curioso o paralelismo entre este episódio burlesco e os termos em que foi imposto aos professores um determinado modelo de avaliação do desempenho. Os professores, tal como os atletas, viram-se obrigados a resultados, embora desejáveis, insusceptíveis de garantir. O ME, neste caso, fez o papel do COP.
Triste sina a nossa!…
Brincar aos ciclos olímpicos
O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, que ontem anunciou que pretende abandonar o cargo, defendeu esta quarta-feira que para Portugal ganhar as medalhas desejadas nos Jogos Olímpicos é necessário rever todo o sistema desportivo do País, na medida em que a acção única do COP é manifestamente insuficiente.Invariavelmente, no final de cada ciclo olímpico, face à eterna insatisfação pelos resultados alcançados, depois de vermos rolar meia dúzia de cabeças, ecoa a trombeta de alarme: há que parar o país para um debate nacional sobre o estado da nação desportiva.
“Se é preciso vir aqui ganhar algumas medalhas é o sistema desportivo português que tem de responder. O COP, naturalmente, com certeza o Governo também, as escolas, o desporto escolar, autárquico e universitário. É todo o sistema integrado de desenvolvimento desportivo. Tem de ser tudo avaliado”, defendeu. (In: Correio da Manhã)
A moderadora que o país consagrou, depois de regressar dos banhos, agendará dois ou três Prós e Contras com os snipers convidados de sempre. Depois dos desabafos mais ou menos comprometidos dos sujeitos directamente envolvidos, das escapadelas por intervalos da chuva dos políticos e de dirigentes federativos, depois de serem crucificados meia dúzias de atletas desbocados, o país sossegará até final do próximo ciclo olímpico.
O circo do faz-de-conta é nauseabundo!
Urge rever todo o sistema desportivo do País não só pela legítima ambição de fabricarmos campeões, senhor presidente do Comité Olímpico de Portugal, mas, fundamentalmente, porque há que combater o analfabetismo motor das nossas crianças e jovens. E não me refiro à falácia da oferta de actividade física avulsa, como se infere da LBAFD (lei de bases da actividade física e do desporto). Estou a pensar no conceito amputado de desporto que os nossos representantes políticos nos querem impor.
Perdoa-me
Francis Obikwelu anunciou hoje [como o Obikwelu na sua prova, cheguei à notícia com algum atraso] o fim imediato da carreira no atletismo e pediu desculpa aos portugueses por não ir à final dos 100 metros, com o argumento de que era pago por eles para estar nos Jogos Olímpicos. (in: Diário Digital)As declarações do Obikwelu tiveram um efeito imediato: serviram de padrão de uma atitude de autoflagelação pública para aqueles atletas que não obtiveram os resultados expectáveis. Um atleta cuja prestação olímpica fique aquém do que seria desejável deve ser crucificado em praça pública, a não ser que seja redimido através de um acto de contrição e peça desculpa aos portugueses, de preferência em directo televisivo. É a única forma de minorar a dor da plebe. Este veredicto popular é subscrito pelos penduras olímpicos - responsáveis federativos e ilustres representantes do povo –, que numa atitude sobranceira, despudorada e de populismo barato, aparecem invariavelmente a sacudir a água do seu capote.
Não entendo a necessidade de um atleta ter de pedir desculpas, em público ou em privado, depois de uma pretensa má classificação. Como expliquei (?) na entrada anterior, o que se espera de um atleta é que ele se comprometa com a sua transcendência. Se o fez responsavelmente nada mais há a exigir. É este o sentido da competição desportiva.
Entendo ainda menos a necessidade da utilização de um estranho linguajar economês para explicar insucessos desportivos. Mais do que pedidos de desculpas nós queremos perceber onde falhámos e por que não somos capazes de obter resultados desportivos consistentes.
Se o Obikwelu queria prestar um serviço público fora das pistas talvez devesse ter denunciado o fosso que separa a programação olímpica espanhola da portuguesa [realidade que ele bem conhece]. Como não é possível mexer no passado, pelo menos preparávamos melhor o futuro.
Ignorância olímpica
Pelo teor de alguns comentários depreciativos proferidos por dirigentes desportivos e profissionais da informação após putativos insucessos desportivos fico preocupado. Não deveriam eles olhar para o desporto olímpico e revelar a multiplicidade dos seus aspectos, exaltando a sua valia axiológica e antropológica, aceitando os limites e as limitações de todos?
No ideal olímpico perpassa a ideia de que todos podem vencer. Todos. Porque TODOS se transcendem face às suas circunstâncias. Eu sei, tal como qualquer atleta sabe mesmo que induza o espectador a pensar que não sabe, o significado da exaltação desportiva.
Como eu te percebo Marco Fortes!…
agosto 15, 2008
Lágrimas de crocodilo
Laurentino Dias acredita que Portugal ainda vai ter "uma presença positiva"
O secretário de Estado do Desporto esperava que a primeira semana dos Jogos Olímpicos fosse já "de grandes resultados" para Portugal [...]
Nas esperanças infundadas em resultados desportivos avulsos, como as que foram reveladas pelo secretário de Estado do Desporto, reside um dos males do nosso desenvolvimento desportivo: a política de navegação à vista!
julho 22, 2008
(GPS) Precisa-se.
É pena.
Procura-se.
Ao vivo. A cores. E a respirar ar puro.
Procura-se.
julho 10, 2008
O fim das mochilas?
É só um primeiro passo,... mas é sinal de esperança no futuro!
Projecto da Câmara da Maia
Pen drive substitui peso das mochilas dos alunos
10.07.2008 - 19h09 Sandra Silva PintoAs mochilas podem ter os dias contados. O mote do projecto “Caderno Digital” não é “Aprender sem livros”, mas a sugestão assenta-lhe como uma luva. No início do próximo ano lectivo, os alunos do ensino básico da Maia vão poder aceder a todos os conteúdos leccionados e trabalhos realizados nas aulas através de uma simples “pen drive”. Todo o peso dos livros e cadernos pode agora ser substituído por uma pequena caneta USB facilmente transportável no estojo, pendurada ao pescoço ou até no bolso.A iniciativa, pioneira no país, pretende simplificar o processo de estudo aos alunos – através de uma maior interacção multimédia com as novas tecnologias – e, também, expandir a ligação entre pais, educandos, professores e município.
Mais detalhes em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335103&idCanal=58
junho 25, 2008
Recursos de avaliação em Educação Física
O recurso é um direito que assiste ao aluno e quantos recursos, nomeadamente em situação de exame, noutras disciplinas, valeram subidas de vários valores nas classificações... Já nas classificações de frequência tal situação não é tão frequente, por várias razões perfeitamente justificáveis.
No entanto, as dificuldades dos alunos e seus encarregados de educação em fundamentar um recurso em Educação Física são ainda mais evidentes do que nas restantes disciplinas. E aqui uma das razões mais óbvias é a dificuldade de auto-percepção do desempenho, ou seja, de auto-avaliação do aluno.
Embora a prática da auto-avaliação seja comum a todas as disciplinas em todos os períodos escolares, a verdade é que nas disciplinas com testes teóricos os alunos não tendem a fazer um exercício reflexivo sobre o seu desempenho académico, mas tão somente fazem as contas mediante os resultados dos testes escritos, ainda que esta componente apenas valha uma percentagem da nota final. Depois “deitam uns pózinhos” nos TPC e eventualmente na oralidade, e o número bate mais ou menos certo com a nota do professor. Será este exercício promotor da competência de auto-avaliação? Será que os alunos compreendem através dele o seu desempenho e a sua evolução? As dificuldades são percepcionadas?
Quanto à Educação Física, o caso agrava-se porque a avaliação é sustentada essencialmente por observações directas dos desempenhos e não sobre registos escritos dos alunos, nos quais a uma pergunta do professor corresponde uma resposta do aluno. Esta fica ali registada para ser vista e revista as vezes que se quiser e para mostrar a quem se entender, sendo sujeita, ainda assim, às mais variadas interpretações por parte dos vários actores envolvidos.
As observações directas são efectuadas com maior frequência e, da primeira à última aula de cada unidade didáctica, facultam ao professor um conjunto de dados que lhe dão um conhecimento mais próximo do desempenho do aluno e o ajudam a avaliar de uma forma mais segura: o professor tem oportunidade de ver várias vezes e registar o desempenho dos seus alunos em cada item de avaliação, havendo ainda um momento formal em que o aluno tem oportunidade de mostrar o nível final que atingiu.
Numa disciplina de natureza prática como a Educação Física, a avaliação passa necessariamente por aqui. E, tal como nas restantes disciplinas, por mais que sejam referidos quais os critérios, sejam dadas indicações precisas sobre o desempenho desejável, é difícil para os alunos perceberem as suas dificuldades. Assim, na auto-avaliação em EF, é frequente os alunos manifestarem a opinião de que sendo assíduo o dez está garantido! E, de facto, um aluno verdadeiramente assíduo, de “corpo e alma”, seguramente consegue uma nota positiva e até acima do dez: mas para isso, tem que participar activamente nas aulas, esforçar-se por ultrapassar dificuldades, colaborar nas tarefas, … e, desta forma, valoriza não só a sua avaliação nas “Atitudes” e como beneficia a sua aprendizagem, como em qualquer outra matéria escolar. O problema é que os recursos nem sempre visam a passagem, mas a subida de médias... e convenhamos que a contabilização da avaliação da EF na média dos alunos ainda está entalada na garganta de alunos, pais e muitos professores...
maio 01, 2008
O que importa esconder do exemplo finlandês.
“Los finlandeses, los europeos con mejores notas, tienen actividades deportivas todos los días.”
Há evidências nos estudos epidemiológicos que alertam para a importância da adopção de estilos de vida activos como meio de prevenir os riscos de doenças de essência hipocinética, das quais se destacam as cárdio-vasculares.
A adopção de estilos de vida cada vez menos activos, quando aliados aos problemas de obesidade, exige das entidades responsáveis pela Saúde Pública uma acção concreta dirigida à alteração de hábitos comportamentais. É necessário recorrer a um conjunto de estratégias diversificadas [a televisão e os meios de comunicação social jogam aqui um papel essencial] para sensibilizar as famílias para a necessidade de alteração dos seus hábitos de vida. A escola é chamada a colaborar. É indispensável convocar a educação física para dar o seu contributo. Apesar das recentes recomendações do parlamento europeu que desafia os estados membros a aumentarem o tempo semanal da Educação Física, o nosso governo parece incapaz de encarar o problema de frente. As pressões no sentido da redução da carga lectiva semanal fazem emergir o risco de se enveredar pelo caminho mais populista: a diminuição do peso das disciplinas pretensamente secundárias, entre as quais a Educação Física. Aliás, este caminho já foi iniciado, como comprova a presença muito subtil da disciplina nos cursos de educação formação, do ensino básico, e nos cursos profissionais, do ensino secundário.
E assim vamos cantando e rindo com a aposta centrada em programas de educação para a saúde inócuos já que se limitam a iniciativas esotéricas, como por exemplo, as acções de formação com “sabor a papel de música”. Há, no entanto, excepções que confirmam a regra: O programa Pessoa, ainda em fase de implementação, será desenvolvido no concelho de Oeiras e que parece bem desenhado para fazer face a este problema.
Isto vem a propósito deste texto da Glicéria e da sugestão de leitura do Ramiro Marques.
Site de Minivolei. Excelente
Nele encontram-se sugestões de trabalho, documentos, videos... Enfim um site excelente para todos os educadores que usam o Voleibol como matéria educativa.
Aqui Pequevoley fica a ligação para lá.