março 22, 2008

Divulgação: AF Actividade Física em Populações Especiais

O aumento crescente do número de licenciados na área da Educação Física e Desporto coincide também com o aumento da taxa de desemprego nesta mesma população. Assim, como resposta ao desafio que nos é colocado neste ultimo ano da licenciatura, decidimos apostar num tema que consideramos actual e acima de tudo com utilidade e interesse para a população referida.
Por estas razões, conjuntamente com o facto de ser cada vez mais, impossível entrar na escola, na área da docência, entendemos que são necessários novos olhares sobre a Educação Física, nomeadamente na vertente da Educação Especial, da Actividade Física e Saúde e da Recreação, Aventura e Lazer. Assim, uma vez que o desporto e a actividade física são actualmente parte integral da vida social, sendo catalogados como os pressupostos de referência de um conjunto de valores e regras que representam em si a força geradora da sua dinâmica e importância, decidimos apostar num tema que possibilita a visão e abertura de novos ramos e possibilidades de trabalho na área da Educação, Desporto e Saúde.


Pelas razões anteriormente referidas, esta Acção de Formação tem como objectivo sensibilizar, apresentar e promover a reflexão sobre novas oportunidades de emprego e consequentes temáticas que pela sua especificidade preocupam os técnicos e docentes que trabalham nas áreas de Educação Física, Desporto e Saúde.



LIVRO

Prefacio:
Professor Luís Manuel Gomes de Melo


Autores dos capítulos:
Prof. Dr.ª Helena Moreira - UTAD
Mestre Natércia Padilha - UTAD
Mestre Vitorino Cardoso – FCDEF – UP
Prof. Estagiaria Ana Brás
Prof. Estagiaria Florbela Aragão
Prof. Estagiaria Florinda Oliveira

http://afespecial-sabrosa.blogspot.com/

afespecial@gmail.com

5 comentários:

MassaMansa disse...

Os Professores de Educação Física que se formaram no ISEF até 1987 (5 anos e depois 2 anos de estágio, ou seja, 7 anos para serem Professores Efectivos) tiveram formação para a Educação Física Especial (cadeiras em todos os anos), e são muitos deles que se encontram há anos em situação de destacamento nas Cercis. E nas Escolas são os únicos dos Departamentos que dão apoio às equipas. Teve de haver protocolos autorizados pelo Secretário de Estado, quando ficaram Titulares, para permanecerem nas Cercis, porque não havia ninguém para os substituir. A única diferença é que também fazem actualmente a componente não lectiva nas escolas.

Rui Baptista disse...

Um testemunho:
O grande problema da Educação Especial reside, em opinião por mim defendida de há muito, no facto dos professores de Educação Física não estarem protegidos no seu múnus por uma ordem profissional que defenda os seus interesses perante as outras ordens profissionais num vastíssimo campo de actividade em que qualquer bicho-careta ou alguém credenciado se acha habilitado para o exercer por ser uma espécie de terra de ninguém e/ou de todos.

O caso dos treinadores de futebol é paradigmático. Licenciados em Educação Física (alguns ainda que mesmo com a "Opção de Futebol") foram obrigados a obter o diploma de treinadores de futebol em rudimentares cursos de fim-de-semana promovidos pela Federação de Futebol de que eles próprios, por vezes, eram formadores. Longo caminho se percorreu para que estes licenciados alcançassem posições de destaque no treinamento desta modalidade desportiva. E sabem porquê? Por se encontrar em jogo interesses económicos muito fortes de que antigos jogadores de futebol depois de abandonarem a sua prática, não queriam abdicar enchendo a boca que o futebol era uma Ciência ao seu alcance. Do meu arquivo de sete centenas de artigos publicados nos jornais, colho um deles como o título "Futebol, uma ciência sem cientistas?" ("Jornal de Coimbra", 28 de agosto de 91). Sem generalizar, nele chamava a atenção para o papel desempenhado por Carlos Queiroz e Nelo Vingada num futebol que tinha de se libertar do empirismo do pontapé para a frente e fé em Deus!

E esta má vontade ou simples desconfiança para com a nova vaga de treinadores licenciados em Educação Física (ainda não tinha aparecido o José Mourinho com a sua projecção mediática a nível internacional) era tanto mais estranha na medida em que no treinamento de outras modalidades desportivas, como, por exemplo, atletismo, basquetebol, voleibol, natação, os professores de Educação Física se tinham notabilizado de há muito.

Outro caso a mencionar prende-se com o exercício profissional da Ginástica Correctiva ou de Reabilitação. Com o aparecimento dos médicos fisiatras esta actividade passou a estar sob a sua absoluta alçada. Com o meu exemplo pessoal, não pretendo aqui (nem este é o local certo) esgotar a odisseia dos professores de Educação Física, seus verdadeiros pioneiros. O facto de ser uma actividade por mim exercida durante decénios, com convenções assinadas com o serviço Nacional de Saúde, ADSE, CTT, Ministério da Justiça, Bancários, Companhias de Seguros, etc., não se compreende ter sido interrompida inopinadamente com o aparecimento dos médicos fisiatras que dela se apropriaram em exclusividade protegidos por normas legislativas nesse sentido. Este facto, levou-me a fazer exposições a várias entidades ministeriais e a outros serviços estatais sem qualquer resultado.

Reuni todas estas exposições num extenso processo, com centenas de páginas, a que dei o nome de "Reabilitação Física: De Herodes para Pilatos num litígio de sete anos (1984/1991)". Por amável deferência do professor catedrático Victor da Fonseca passou este “dossier” a integrar a Biblioteca da Faculdade de Motricidade Humana. Oxalá que esta matéria processual sirva de memória futura para que os novos professores de Educação Física tomem conhecimento das dificuldades do passado e…infelizmente ainda presente nos dias de hoje. Por vezes por culpa própria em omissão de direitos. Outras por culpa de terceiros sem preparação cultural ou política para compreenderam o alcance e os objectivos de uma profissão cada vez mais necessária nos tempos que correm ao sabor de um sedentarismo cada vez maior num sociedade hipocinética em que, segundo Alexander Berg, “a força muscular do homem e dos animais domésticos apenas produz 1% de toda a energia produzida e consumida na Terra, quando, em meados do século XIX, produzia 94%”.

Camarada Choco disse...

Um Blog ,dois livros!

www.camaradachoco.blogspot.com

“Camarada Choco”

e

“Camarada Choco 2”
António Miguel Brochado de Miranda
Papiro Editora

Papelaria “Bulhosa” Oeiras Parque, Papelarias “Bulhosa”, FNAC ou www.livrosnet.com

Tema: Haverá uma fronteira entre os Aparafusados e os Desaparafusados?" Outra maneira de falar sobre o Ensino Especial.

Filmes de Apresentação no “Youtube” em “Camarada Choco”

Jojo€ disse...

Sem dúvida que o desemprego assola o início das nossas carreiras.

Eu por exemplo tento-me ir safando com bonus de casas de apostas para ir juntando algum ao que vou ganhando nos ATL's.

Com cabeça parece-me ser uma boa ideia.

Vejam aqui http://forum.bungeebets.com/viewforum.php?f=44 onde também escrevo.

Felicidades para todos.

R F disse...

A Educação física é uma disciplina importante que já acompanha o aluno desde o 1º ciclo ao secundário. Também deveria existir em todos os cursos do ensino superior.
Não vejo que haja problemas de empregabilidade para os bons licenciados em EF.
Não me venham é dizer que o desempenho nas aulas deve ser avaliado. Deixa de ser educação fisica para ser competição.
Presentemente não se distingue a aquisição de competências nas aulas, avalia-se a pessoa.Não se distingue aqueles que fazem a sua escolaridade daqueles que são atleta profissionais e só são bons a EF. Esses não são bons alunos.
Não concordo com a atribuição de notas na EF.